Há momentos na nossa vida que não dá para escrever, ou melhor, apetece escrever mas é melhor não o fazer. São momentos em que não controlamos os sentimentos, e deixamos o coração falar mais alto.
Vamos escrevendo e registando na memória, e quando a tempestade passar já se escreve novamente.
Hoje vou falar do Natal, da ida ao jurí e da cegonha que anda a sobrevoar a família Silva!!
O nosso Natal foi passado em casa do Hélder (meu filho mais velho), foi um bom Natal, uns com mais saúde outros com menos, uns com menos dinheiro outros com mais, mas acima de tudo com muito amor e carinho como de ser um bom Natal.

Foi um trabalho árduo e complicado, fez-me recordar muita coisa da minha infância e juventude. No dia 15 de Janeiro fui a júri fazer a minha apresentação, não tenho palavras para descrever aquele momento. O júri elogiou muito o meu trabalho, todos os professores me deram os parabéns, senti-me muito feliz, valeu a pena o esforço.
Agradeço ao meu marido e filhos pelo incentivo e apoio, também queria homenagear a minha tia Luciana (tia Saninha), aonde quer que ela esteja, deve ter ficado muito feliz com esta minha vitória. Quando eu era pequena perguntava-lhe se ela sabia ler ela respondia:
- Sei sim minha filha, sei ler no mar e escrever na areia. Ela queria muito saber ler, ainda lhe ensinei algumas letras.

Albertina Silva.

